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O Mundo é Belo
Na Terapia Biográfica usamos essa afirmação como símbolo do período de desenvolvimento que todos passamos de 7 a 14 anos. Este é um período em que buscamos, identificamos e valorizamos a beleza no mundo. Se até os 7 anos nosso principal referencial era a própria família, nessa fase a criança se divide entre a casa e a escola, e a comparação surge como atividade que permite classificar tudo o que vivenciamos no mundo.
A beleza é encontrada nos contos de fadas, nas histórias de heróis, nas lendas e fábulas. A natureza é outra fonte inesgotável de apreciação da natureza para uma criança, que se delicia vendo e brincando com os animais, se extasia diante de uma flor, se maravilha com o mar. A criança participa da beleza que há no mundo, ela não é mera espectadora, ela brinca com os animais, tira as flores do pé e se enfeita com elas, inventa mil brincadeiras na praia.
Quando adultos, perdemos muito dessa capacidade de apreciar e desfrutar a beleza e precisamos muito da confirmação do outro para podermos reconhecê-la. Assim, o belo é aquilo que todos, ou a maioria, considera belo, e geralmente esta é uma visão muito superficial, pois não há contato com a essência daquilo que é observado.
Quando visitamos uma cidade, isso se torna claro por escolhermos visitar somente os pontos turísticos consagrados, que são verdadeiros pastiches. O Rio de Janeiro, por exemplo, é famoso pela Pão de Açúcar e pelo Cristo Redentor. Sem dúvida, lindos! Mas o que eu mais gosto no Rio de Janeiro é de tomar um chopp sexta-feira à tarde, nas ruas do centro, em que todos estão saindo do trabalho e, de certa forma, comemorando o fim de semana que está começando. Este é o tipo de beleza que lembra aquela que vivenciamos quando crianças: você participa dela, e a alegria presente nela é o que a faz tão especial. Ninguém vai fotografar as mesas cheias de pessoas tomando chopp e comendo peixe frito, você vai lá participar dessa maravilha!
Precisamos resgatar nossa apreciação de criança para ter um novo maravilhamento com a beleza do mundo, uma beleza da qual podemos ser participantes e não somente espectadores.
Marcelo Guerra
Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico
Co-fundador do DAO Terapias, realiza workshops de auto-desenvolvimento em várias cidades do Brasil.
Crônica de Nina Veiga
Lacunas
Muitas vezes, nossos relacionamentos, nosso trabalho, nossas escolhas de vida são como um papel quadriculado, onde apenas alguns quadrados são preenchidos e outros permanecem em branco. Essas lacunas podem ser propulsoras de mudanças. Os quadriculados preenchidos dão a sensação de que está tudo bem, mas o que ainda falta ser preenchido nos impulsiona. A questão é saber qual o peso as lacunas têm em nossa história e o quanto elas são suficientemente fortes para nos mover de nossa zona de conforto preenchida e estável.
Participei de um trabalho biográfico recentemente. Já falei algumas vezes sobre Biografia Humana aqui na coluna. O objetivo da Biografia é promover um contado panorâmico com nossa própria história de vida, colocando em perspectiva fatos e questões para que possamos, olhando um pouco mais de longe, reconhecer os sutis fios que nos conduzem pelo caminho.
Hoje quero comentar uma pequena experiência que tive recentemente em Nova Friburgo, através do trabalho do médico homeopata e terapeuta biográfico, Marcelo Guerra, durante o V Encontro de Artes Waldorf.
A vivência, chamada de Observação e sentido, usava a arte para sensibilizar o participante e deslocar sua maneira costumeira de ver a si e ao mundo.
Em dado momento, o terapeuta pediu para que cada um de nós desenhasse uma cena de nossa vida que fosse significativa para estar ali naquele momento. O trabalho era realizado em grupos de três pessoas que depois deveriam partilhar seus desenhos e suas experiências.
No grupo em que eu estava, um desenho me chamou particularmente a atenção. Nele, seu autor desenhou um plano quadriculado à direita, uma gravata ao centro e a esquerda estava preenchida com raios de sol e flores. Do lado direito, uma fisionomia triste, do lado esquerdo, uma alegre. Ao explicar o desenho para o resto do grupo, o jovem falou que era um executivo em Nova York, estava muito bem financeira e profissionalmente, mas que a vida dele era cheia de lacunas. Quando começou a perceber o peso que essas lacunas não preenchidas tinham em sua vida, resolveu largar a gravata, mudar de emprego e com isso acabou se sentindo mais inteiro, apesar de ter uma vida muito simples e com poucos recursos financeiros.
Desde então, tenho pensado no peso das minhas próprias lacunas. A vida que levo não é ruim, tenho muitos quadradinhos preenchidos, mas existem também lacunas. Seriam essas lacunas suficientemente fortes para promover mudanças tão qualitativas e intensivas como as de meu colega de exercício? Seria eu corajosa o bastante para olhar para essas lacunas e reconhecê-las como fator de transformação?
Impresso e publicado originalmente em 17 de julho de 2010.
Amizades de Longa Data
Segundo um amigo, a vida é como rapadura: é doce, mas não é mole, não!
Nos momentos mais duros, em que precisamos de um ombro amigo, muitas vezes é a um amigo de infância que recorremos. O que torna tão especial uma amizade que foi construída há tantos anos? Numa olhada superficial, o fato da longa duração da amizade de infância já a torna especial. Mas há algo mais, muito mais!
Na metodologia do trabalho biográfico, estudamos o desenvolvimento do ser humano com um viés evolutivo, em que cada um vai tomando contato e expressando cada vez mais a sua essência, o que se chama “individuação”. Nesta metodologia, dividimos didaticamente a vida em períodos de sete anos, os chamados “setênios”. No primeiro setênio, de 0 a 7 anos, a criança tem uma dependência e ligação quase exclusiva de sua família. No
segundo setênio, de 7 a 14 anos, a criança divide essa ligação com a escola. Ela vive em dois mundos diferentes, a casa e a escola. Ela depende dos cuidados e autoridade dos pais e das professoras e professores.
Buscando identificação
É neste segundo setênio que a criança aprende a criar amizades, encontrando outras crianças que têm os mesmos interesses. Através dessa identificação, a criança cria um vínculo que ela escolheu e torna-se amiga de alguém. Um amigo que vai escutar suas reclamações sobre seus pais, suas dificuldades com os outros colegas, suas alegrias simples, suas brincadeiras.
Quando temos um amigo pela primeira vez, criamos uma nova imagem do que são os limites.“Quando temos um amigo pela primeira vez, criamos uma nova imagem do que são os limites.“ Se até então, os limites eram impostos pelos pais e/ou professores, agora os limites são parte de um acordo explícito ou implícito entre dois amigos, porque não queremos magoar um amigo
nem ser magoados por ele. Este é o germe do respeito que deve haver em todos os relacionamentos. E que levamos para a vida adulta para desenvolvermos no respeito entre colegas de trabalho, no respeito na vida amorosa e por aí vai…
Nesta fase, a criança ainda vê o mundo sem as lentes das ideologias (que ela vai buscar no próximo setênio, durante a adolescência) e pode ver o mundo de uma forma ingênua, mais carregada de fantasia, experimentando-o e saboreando-oo de uma forma própria. A adolescência simboliza a queda do paraíso, em que as fantasias e essa visão ingênua dão lugar à crítica e à divisão. Na vida adulta, quando nos defrontamos com situações mais duras, o amigo de infância é aquele porto seguro, o que traz aconchego e confiança, que nos permite dissolver essa dureza e perceber novamente a doçura da rapadura que é a vida.
A Luz e a Sombra

“Aquele que aprisiono com meu nome fica gemendo nesta prisão.
Vivo ocupado em construir este muro à minha volta;
e, dia a dia, à medida que o muro sobe até o céu,
vou perdendo de vista meu verdadeiro ser na escuridão de tua sombra.
Orgulho-me deste alto muro e o revisto com terra e areia,
para que não se veja nenhuma rachadura neste nome.
E, com os cuidados todos que tomo,
vou perdendo de vista meu verdadeiro ser.”
Rabindranath Tagore
Cada vez mais nos afastamos de qualidades que retratam a essência do nosso EU, gerando como consequência sofrimento e dor. O workshop A Luz e a Sombra na Alma Humana tem por objetivo trabalhar de forma vivencial as forças da alma vinculadas ao sentido do olfato, ampliar a qualidade de contato e levar à reflexão sobre a forma como lidamos em nossa vida diária com a nossa própria violência e vícios.
Está baseado no segundo trabalho de Hércules, em que o Herói luta contra uma hidra de muitas cabeças, que representam nossas sombras, nossas máscaras, que criamos como defesas e depois se tornam nossas prisões. Este workshop é destinado às pessoas que desejam trabalhar o autodesenvolvimento.
Metodologia:
Palestras, atividades artísticas, danças circulares, pesquisa na própria biografia e outras vivências em grupo.
- O que representam as cabeças da hidra na minha vida?
- Quais são as sombras que preciso levar à luz para retirar sua força?
- O que aprendo de mim mesmo ao reconhecer minhas sombras?
Quem coordena?
Rosângela Cunha, Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica
Marcelo Guerra, Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico
(Formação Biográfica – Minas Gerais – Escola Livre de Formação Biográfica
Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça.)
Quando e onde?
De 12 a 14 de março de 2010, no Chateau dos Jesuítas, em Monnerat ( Duas Barras) – RJ.
De 26 a 28 de março de 2010, no Centro Paulus, em São Paulo – SP
Quanto?
Em Monnerat:
(Os preços incluem estadia em quartos individuais, com alimentação no período do workshop. A inscrição é efetivada com o depósito da primeira parcela.)
- R$680,00 ou 4X R$170,00.
- Preço promocional para os inscritos até 31/01/2010: R$540,00 ou 4X135,00.
Em São Paulo:
(Os preços incluem estadia com alimentação no período do workshop. A inscrição é efetivada com o depósito da primeira parcela.)
- Suíte individual: R$820,00 ou 4X R$205,00.
- Quarto individual: R$680,00 ou 4X170,00.
Mais informações e inscrições:
Rosângela: (31)8532-2217ou (32)8887-8660 santana@terapiabiografica.com.br
Marcelo: (11)6463-6880, (22)9254-4866 ou (21)7697-8982 marceloguerra@terapiabiografica.com.br
COMO CHEGAR A MONNERAT:
ÔNIBUS DA VIAÇÃO 1001 DIRETO, SAINDO DO RIO DE JANEIRO E NITERÓI (saídas do Rio às 9:10h e 14:15h; e os mesmos ônibus param na Rodoviária de Niterói e saem 30 minutos depois de cada horário, ou seja, 9:40h e 14:45h). É possível também tomar um ônibus até Nova Friburgo, que oferece muito mais horários e outro a partir de lá. O tempo de viagem é de cerca de 3h e 40 minutos de ônibus.Para quem vai de carro, é só pegar a estrada RJ-116 (Niterói-Friburgo) e seguir direto. Após passar por Nova Friburgo, continuar na mesma estrada por aproximadamente 30 minutos. Monnerat fica no km 117 desta estrada.
O lado feminino presente no homem
Artigo originalmente publicado na Revista Online Personare
“Ser um homem feminino não fere o meu lado masculino.” (Pepeu Gomes)
Tanto os homens quanto as mulheres compartilham características que podem ser consideradas masculinas e femininas. Isso ocorre biologicamente e também animicamente. Biologicamente, os hormônios sexuais, estrogênio e testosterona, estão presentes em ambos os sexos, mas em proporções diferentes. O estrogênio é mais preponderante na mulher e a testosterona, no homem.
Animicamente, há dois arquétipos relacionados ao gênero, chamados Anima e Animus. O Animus é o arquétipo masculino presente na mulher e o Anima, o arquétipo feminino presente no homem. É sobre este último que este texto trata.
A Anima é um arquétipo que carrega as qualidades de contração, introspecção, acolhimento, o nutrir o outro, maternidade, o cuidar do outro. São qualidades tradicionalmente associadas ao feminino, e que o homem carrega em sua vida psíquica e pode, ou não, desenvolver ao longo da sua biografia.
Quando somos crianças e adolescentes, recebemos de fora nossa educação, seja pela família, pela escola, pelos grupos que frequentamos, pelas ideologias a que aderimos. Quando nos tornamos adultos, a nossa educação fica em nossas mãos, torna-se auto-educação, e todo nosso desenvolvimento a partir de então está sob nossa responsabilidade.
O cultivo e desenvolvimento da Anima pelo homem depende, então, de sua própria vontade. Nos primeiros anos da vida adulta, o homem se vê diante de circunstâncias que frequentemente o impelem à competição, e isso mantém a sua Anima meio adormecida, latente. Essa competição aparece na vida profissional, onde é mais evidente, assim como nos relacionamentos, em que a busca por uma parceira pode tomar ares de uma verdadeira caçada.
Já na faixa dos trinta anos, o homem (assim como a mulher) já busca temperar mais a razão (característica arquetipicamente masculina) com a emoção (característica arquetipicamente feminina) e assim há um surto de desenvolvimento de sua Anima, como se fosse a puberdade da Anima. As decisões já levam em conta não só fatores materiais, lógicos, mas também sentimentais. No trabalho, por exemplo, ter um bom salário já não representa o único, nem o mais importante, critério para um homem escolher um emprego. Estar num ambiente de trabalho agradável, junto com pessoas amigáveis, conta muito mais. No relacionamento, o fato de uma mulher ser bonita e gostosa diminui um pouco de importância aos olhos do homem, que passa a valorizar mais os atributos de companheirismo, carinho, atenção.
O desenvolvimento da Anima prossegue após esse ‘estirão’ e na faixa dos cinquenta anos a Anima amadurece e floresce no homem (sempre lembrando que a opção ‘ou não’ também é válida, afinal de contas somos livres para escolher o rumo de nossas vidas). Assim, nos relacionamentos amorosos e familiares, o homem passa a ser mais carinhoso, afetuoso, emotivo, demonstra mais os seus sentimentos. No trabalho, tem um cuidado maior com os colegas, principalmente com os mais jovens, de quem muitas vezes pode se tornar uma espécie de tutor e protetor.
Lembro que meu pai, que era um pai disciplinador, autoritário, nessa época me beijou pela primeira vez, o que me causou surpresa e alegria. O pai autoritário tornou-se um avô que cozinhava para nos receber, que puxava os netos pela casa em cima de um ‘tapete voador’, que aprendeu a dizer ‘eu amo você’, que admitiu que sentia muita saudade do pai que morrera há tantos anos, que chorava ao ser homenageado por estagiários em seu trabalho (ele era enfermeiro).
A Anima é um tesouro na vida anímica do homem, que traz conforto e maciez à própria existência e à daqueles com quem se relaciona. Por isso, homens, vamos cuidar bem de nosso lado feminino e fazer um mundo mais carinhoso.
Dedico este texto à memória de Warner, meu pai.
O que você faz com seus talentos?

Na metodologia do Trabalho Biográfico dividimos a vida em períodos de 7 anos, que chamamos Setênios. Esta divisão tem um propósito didático, mas contém em si uma sabedoria, já conhecida dos antigos filósofos gregos, que primeiro propuseram esta divisão. Cada passagem de setênio é marcada por acontecimentos que levam a vida para uma direção diferente. Às vezes esses acontecimentos são externos, fatos verdadeiramente, mas muitas vezes são internos, mudanças de nossa percepção em relação ao mundo. Sejam internos ou externos, esses acontecimentos provocam crises na nossa existência.
Por volta dos 28 anos, às vezes um pouco antes ou um pouco depois, vivemos a Crise dos Talentos. Até os 21 anos fomos educados, e no início da vida adulta experimentamos o que aprendemos em nossa vida pessoal, amorosa e profissional, muitas vezes de forma impulsiva, guiados mais pelos sentimentos e sensações do que pela razão. Chegando aos 28 anos, estamos desenvolvendo mais o pensamento racional, e cada decisão passa a ser muito mais pesada e medida do que apenas sentida. Muitas pessoas dizem que “agora a juventude acabou”, e buscam situações mais estáveis na vida. Por exemplo, se você mudou muito de emprego, sempre seguindo as propostas e possibilidades de aprender algo novo, agora já buscará estabelecer um momento mais estável na sua carreira, seja através de um emprego ou mesmo por conta própria. Não estou falando de arrependimento em relação às mudanças do início da vida adulta, já que essa multiplicidade de experiências fez com que você desenvolvesse múltiplos talentos.
E a Crise dos Talentos leva você a pensar: “saí pelo mundo, pela vida, vivi muitas situações, aprendi muita coisa, desenvolvi muitos talentos mas… e agora? O que eu faço com meus talentos daqui para a frente? Sobre quais talentos eu quero trabalhar para que se desenvolvam mais e possam tornar-se uma faculdade em minha vida? Quais talentos preciso deixar de lado, totalmente ou pelo menos parcialmente, por não me servirem mais ou não me interessarem mais?”
Muitas vezes a Crise dos Talentos aparece como um questionamento de suas próprias capacidades. Em minha vida, apareceu entre os 28 e os 29 anos. Eu trabalhava como médico homeopata e pediatra em uma cidade muito pequena, perto de Nova Friburgo, e era o único homeopata da cidade. Tinha muitos clientes, ganhava bem, tinha um nome respeitado, mesmo sendo tão novo e estar formado há apenas 5 anos. Já não precisava mais dar plantões, passeava nos finais de semana com a família, viajava frequentemente. Tudo de bom! Aí começou o comichão… Eu me questionava se era realmente um bom médico homeopata ou se fazia sucesso por ser o único na cidade, tipo ‘em terra de cego quem tem um olho é rei’. Resolvi mudar para Friburgo e começar a trabalhar lá, já que é uma cidade muito maior, e tem uma tradição em termos de homeopatia, sempre com muitos médicos homeopatas (proporcionalmente à população, tem mais homeopatas que a maioria das capitais). Logicamente mantive alguns dias no antigo consultório, não foi um salto sem rede de proteção, mas aos poucos fui aumentando meus horários no consultório de Friburgo, e tudo deu certo. Eu tinha talento pra coisa! Daí começou uma nova fase em minha vida, com novas possibilidades (o contato com a Antroposofia começou aí, aos 28 anos, através de uma amiga de Friburgo).
Esta Crise dos Talentos muitas vezes é deflagrada por alguém, um amigo ou alguém que passa batido pela nossa vida, que fala alguma coisa e cria esse comichão. Pode ser também um livro, um filme, mas sempre levando a um profundo questionamento do que fazer com os talentos que conquistamos até então.
Observe na sua história, se você já passou dessa idade, o que pode ter sido essa Crise dos Talentos. E, se você ainda não chegou aos 28 anos, esteja de olhos e ouvidos abertos para os questionamentos que vão surgir nesta fase. Eles vão lhe trazer uma certa angústia, afinal a palavra ‘crise’ não é retórica, mas você vai entrar num novo rumo em sua vida, num crescimento pessoal muito recompensador.
Marcelo Guerra
Artigo originalmente escrito para a Revista Personare.
Curso DAO: Observação e Sentido
Uma nova forma de intervenção terapêutica e pedagógica.
No trabalho terapêutico e na educação a Observação e o Sentido são os dois pilares. A Observação busca no exterior o que o Sentido vai elaborar no interior. Neste curso teórico-vivencial iremos abordar os conceitos que permitirão que você desenvolva sua capacidade de observar de forma a obter sentido nas diferentes situações encontradas em sua vida e em seu trabalho.
Tópicos:
- A Antroposofia e seus princípios básicos;
- A Biografia Humana;
- Observação Goetheanística;
- Potenciais anímicos: Pensar, Sentir, Agir;
- Vocação e Profissão.
Público Alvo: Profissionais e estudantes dos últimos períodos de Psicologia, Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Serviço Social, Pedagogia e todas as demais carreiras da Educação.
Coordenação:
Rosângela Cunha
Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica
Marcelo Guerra
Médico Homeopata, Acupunturista e Terapeuta Biográfico
Formação Biográfica – Minas Gerais – Escola Livre de Formação Biográfica
Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça.)
Em Juiz de Fora:
Encontros quinzenais, às quintas-feiras, de 18h às 20h,
Datas: 11/03, 25/03, 8/04, 22/04, 06/05, 27/05, 17/06 e 01/07 de 2010, num total de 8 encontros.
Em Nova Friburgo:
Encontros quinzenais, às quartas-feiras, de 18h às 20h,
Datas: 17/03, 31/03, 14/04, 28/04, 12/05, 26/05, 09/06, 23/06 de 2010 , num total de 8 encontros.
Preço: R$800,00 divididos em 4 parcelas de R$200,00.
Grupos pequenos.
Escreva para santana@terapiabiografica.com.br ou marceloguerra@terapiabiografica.com.br para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:
(21)7697-8982 ou (22)9254-4866, Marcelo
(32)8887-8660 ou (31)8532-2217, Rosângela
Grupo de Terapia Biográfica em Nova Friburgo

Estamos formando novos grupos de Terapia Biográfica em Nova Friburgo (RJ). Se você tiver interesse em participar e aprender mais sobre você, venha participar. As reuniões serão realizadas uma vez por semana, em sessões de 2 horas de duração. Trabalharemos com arte e palavras, revelando o Eu interior.
Na Terapia Biográfica a arte é um elemento fundamental, assim como em todas as atividades humanas ela é um elemento harmonizador.
O impulso artístico proposto por Rudolf Steiner — e formulado pela antroposofia por meio da euritmia, escultura, pintura e arte da fala — é o machado afiado que possibilita ao aprendiz entrar em contato com seus próprios meios. Na busca do elemento artístico específico de cada arte, a pessoa depara-se com o universo dos fenômenos, conhece suas formas de expressão, e pode criar a partir de elementos como equilíbrio, movimento, cor, som, forma, ritmo, etc. A aproximação com tais elementos exige concentração e auto-observação, qualidades que se adquirem durante o próprio fazer artístico.
Ao criar algo completamente novo, saído inteiramente do seu interior, a pessoa trabalha e mostra seus limites ao mesmo tempo em que afirma sua individualidade e valoriza a si mesma. E é assim que, com a ajuda da arte, dá os primeiros passos rumo à superação de si mesma.
O fazer artístico ampliado pela antroposofia é sempre um veículo de expressão da alma. A intenção terapêutica é o equilíbrio e a harmonização interna do indivíduo.
Coordenação: Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Acupunturista e Terapeuta Biográfico formado pela Escola Livre de Formação Biográfica de Minas Gerais (Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça).
Local: Rua Ernesto Brasílio, 14 sala 408 – Centro – Nova Friburgo – RJ
Horário: terças-feiras, de 14h às 16h.
Início: 2 de fevereiro de 2010.
Preço: R$120,00 por mês.
Inscrições: marceloguerra@terapiabiografica.com.br ou (22)9254-4866 (deixe mensagem de voz ou de texto)
Workshop Biográfico em Juiz de Fora
Cada vez mais nos afastamos de qualidades que retratam a essência do nosso EU, gerando como consequência sofrimento e dor. O workshop A Luz e a Sombra na Alma Humana tem por objetivo trabalhar de forma vivencial as forças da alma vinculadas aos sentidos térmico e do olfato, ampliar a qualidade de contato, promover a conscientização dos mesmos e levar à reflexão sobre a forma como lidamos em nossa vida diária com a nossa própria violência e vícios.
Está baseado nos dois primeiros trabalhos de Hércules, sendo destinado às pessoas que desejam trabalhar o autodesenvolvimento.
Metodologia:
Atividades artísticas, danças circulares e outras vivências em grupo.
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Como é o leão dentro de mim? Como ele age e reage?
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Que leões eu enfrento na minha vida?
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Como eu lido com minha agressividade? Como eu lido com a agressividade dos outros?
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Como são meus impulsos sociais e anti-sociais?
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O que representam as cabeças da hidra na minha vida?
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Quais são as sombras que preciso levar à luz para retirar sua força?
Quem coordena?
Rosângela Cunha, Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica
Marcelo Guerra, Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico
(Formação Biográfica – Minas Gerais – Escola Livre de Formação Biográfica
Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça.)
Quando e onde?
De 13 a 15 de novembro de 2009, no Seminário da Floresta, em Juiz de Fora.
Quanto? Os preços incluem estadia em quartos individuais, com alimentação no período do workshop. A inscrição é efetivada com o depósito da primeira parcela.
- R$680,00 ou 4X R$170,00.
Mais informações e inscrições:
Rosângela: (31)8532-2217ou (32)8887-8660 santana@terapiabiografica.com.br
Marcelo: (22)9254-4866 ou (21)7697-8982 marceloguerra@terapiabiografica.com.br
Vitória no 1º trabalho de Hércules

Como vocês já devem ter visto em um post anterior, eu e Rosângela vamos realizar um workshop esta semana, chamado A Luz e a Sombra na Alma Humana. Marcamos para o Retiro das Rosas, depois de desmarcar no Sítio Sertãozinho. Estava marcado para o Sertãozinho desde abril, mas não formamos um grupo confirmado, várias pessoas dizendo que gostariam de ir, mas ninguém confirmou. No meio de junho eu tinha que confirmar a hospedagem e desmarcamos. Começou o plano B. Liguei para o Retiro das Rosas, e eles estariam lotados por causa de um retiro de uma igreja, mas iam ver o que poderiam fazer. Conseguimos então acomodação. Num último e-mail, a funcionária de lá me perguntou que recursos eu precisaria. Eu respondi e ela não respondeu mais a este respeito, só a respeito da reserva da dezembro, para o biográfico de Natal. Para mim, estava tudo certo. Sexta-feira passada, liguei para ver os últimos detalhes e não havia reserva em meu nome para esta semana. Um grupo de medicina antroposófica ligou depois de mim, confundiram com meu grupo e reservaram para eles, que já até pagaram. Aí a coisa ficou realmente complicada, pois já existe o grupo, e estávamos sem teto. Pensamos em umas 5 opções de reserva, todos lotados. Aí decidimos confiar mais (como na meditação de Micael) e ontem na hora do almoço, o Retiro das Rosas confirmou os apartamentos e a sala para o evento. Bem, este foi nosso trabalho mais difícil, e que causou mais medo até agora. Agora vou confirmar 10.000 vezes cada evento!
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