Onde atendo 2017

Nova Friburgo: Avenida Alberto Braune, 99, cobertura 5 – Nova Friburgo – RJ
Tel: (22)2523-0861 ou (22)3066-1564
E-mail: secretaria@marceloguerra.com.br

Nova Friburgo 2: Praça Marcílio Dias, 58, Paissandu. Tel: (22)2521-0404 ou 2527-1309

Niterói – Icaraí: Rua Capitão Zeferino, 27 sala 703, Icaraí, Niterói, RJ.
Telefone: (21)3254-4632, (21)3254-4634 ou (21)97993-6770.

Rio de Janeiro – Tijuca: Rua Conselheiro Zenha, 19B, Tijuca, Rio de Janeiro, RJ.
Telefone: (21)2513-4190, 2204-6850 ou 2204-6868

Cordeiro: Rua Cel. José Olímpio de Carvalho, 92, Senna Campos, Cordeiro, RJ. Telefone: (22)2551-5127

Encontros biográficos: Como me relaciono com os outros?

relacionamento

Podemos perceber em nossa história de vida como construímos a forma como vamos nos relacionar futuramente com as outras pessoas. O relacionamento dos nossos pais, o primeiro amor, o casamento, a separação, os novos encontros.

Esse encontro é vivencial e tem por objetivo propor a cada participante uma reflexão do que leva das suas experiências para os seus relacionamentos, a partir da sua própria biografia. Através das expectativas, acordos velados, ideias e projeções.

Como é a minha capacidade de diálogo? Como integro a realidade do outro à minha vida? Como entro na vida do outro?

Público-Alvo: pessoas que queiram fazer o exercício de uma compreensão ampliada de sua forma de agir em seus relacionamentos.

Coordenação:

Mirthis Macêdo – Psicóloga.
Marcelo Guerra – Médico e Terapeuta Biográfico.

Local:
Leben Atenção à Saúde. Rua Adhemar da Silva, 826 sala 501, Kobrasol, São José (SC)

Data:

Serão 5 encontros em 2016, aos sábados, dias 30 de julho, 27 de agosto, 24 de setembro, 22 de outubro e 26 de novembro.
Horário: 9h às 13h.
É possível participar de encontros avulsos ou se inscrever para todos de uma vez. (parcelamento em 4 vezes no cartão de crédito).

Preço:

R$200,00 cada encontro ou R$800,00 pelo pacote completo, para inscrições até 15 de julho; ou

R$220,00 cada encontro ou R$880,00 pelo pacote completo, para inscrições a partir de 16 de julho.

(Possibilidade de parcelamento em 4 vezes no cartão de crédito)

Para mais informações:

Escreva para lebensaude@gmail.com ou ligue para (48)3094-6206 e fale com Valéria.

As turmas são necessariamente pequenas devido à profundidade do trabalho. Não deixe para última hora!

O Alho e suas propriedades medicinais

alho

O alho é um dos alimentos mais consumidos, sendo usado como tempero em vários pratos. Além de suas propriedades nutritivas, o alho oferece poder medicinal em várias situações.

Por ser rico numa substância chamada alicina, que é um óleo essencial, que proporciona o aroma característico do alho, o alho é capaz de regular o apetite. O cheiro da alicina e também a ingestão do alho estimulam o centro da saciedade no hipotálamo, o que faz diminuir o apetite. O alho também aumenta o ritmo do metabolismo, o que ajuda a queimar calorias. O alho, se ingerido regularmente, numa quantidade de 1 dente por dia, reduz o mau colesterol (LDL e VLDL) e triglicerídeos.

O alho é também muito rico numa substância chamada Inulina, que é uma fibra vegetal, de sabor adocicado, e que tem a função de estocar energia nas plantas. As plantas que produzem inulina geralmente não produzem amido. O amido, quando digerido pelos seres humanos, é quebrado em moléculas de açúcar, enquanto a inulina costuma passar pelo nosso sistema digestivo quase sem ser digerido. A inulina aumenta a absorção de cálcio e magnésio pelo nosso organismo, e promove o crescimento de bactérias da flora intestinal. A inulina não aumenta a glicose do sangue nem os triglicerídeos. Como chega praticamente intacta ao intestino, a inulina presente no alho fermenta sob a ação das bactérias da flora intestinal, produzindo gases intestinais. Porém, este efeito indesejável é amplamente compensado pelas vantagens que o alho proporciona para a nossa saúde, como a melhora nas defecações em pessoas com prisão de ventre, o aumento na absorção do cálcio e magnésio para quem sofre de osteopenia ou osteoporose, o auxílio no controle dos níveis de açúcar no sangue para os diabéticos, e a redução de triglicerídeos e colesterol em pessoas que têm essas moléculas de gordura aumentadas no sangue. Para reduzir este efeito do alho, de produzir gases intestinais, basta comê-lo cozido. O cozimento do alho não destrói suas substâncias ativas de forma considerável.

O alho tem a capacidade de reduzir a pressão arterial devido a uma substância chamada dialil-sulfeto, que também tem sido apontada em estudos como responsável pela proteção contra o câncer que o consumo regular de alho proporciona. O alho também tem função antibiótica, matando bactérias que provocam doenças nos seres humanos. Ainda apresenta a função de evitar a formação de trombos no sangue, que poderiam provocar placas de aterosclerose nas artérias e acidentes vasculares cerebrais.

O alho pode ser comido como tempero da comida, pode ser tomado como chá, como cápsulas de alho, e como tintura de alho.

Como se pode ver, o alho, além de muito saboroso, faz muito mais pela nossa saúde do que afastar vampiros, como dito nas lendas.

O Teste da Homeopatia – na visão de um físico 

“A evidência obtida sob diferentes condições experimentais não pode ser compreendida dentro de uma visão reduzida, mas deve ser tomada como complementar no sentido de que apenas a totalidade do fenômeno exaure as informações acerca dos objetos” (Niels Bohr) 

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Em 1913 Niels Bohr propôs o mais didático modelo atômico conhecido até hoje. Um núcleo maciço central e elétrons girando em torno dele em órbitas circulares é o que quase qualquer aluno ou professor de física diria que espelha melhor um átomo. O fato de que anos depois o próprio Bohr sugeriu mudanças drásticas nesse modelo e na constituição básica da matéria não vem ao caso para a grande massa, mesmo porque os desenvolvimentos posteriores não são facilmente compreensíveis. Como se pode, por exemplo, entender que um elétron não está, mas tem apenas uma chance de estar em tal lugar? Ou que antes de se manifestar, ele é onda e partícula ao mesmo tempo? Como colocar isso num modelo didático? Do ponto de vista de um mundo clássico e concreto, impossível. Essa ideia simplesmente não cabe. Para se provar qualquer coisa em relação ao modelo atômico quântico, é preciso assumir os pressupostos quânticos, admitindo a possibilidade da essência da matéria ser algo mais que o simples concreto e mecânico.
Na verdade, em todos os setores da vida, cada um age conforme seus modelos de mundo que acabam gerando suas crenças e seus comportamentos. As pessoas costumam se agrupar em torno de modelos comuns na religião, na política, na ciência e na vida e a menos que seus modelos sejam mais abertos e abrangentes, acham que é o seu caminho que está certo e que o do vizinho está sempre errado. É o que pode ocorrer nas diferenças existentes entre alopatia e homeopatia se uma solução transdisciplinar não for proposta. O descobridor desta última, Samuel Hahnemann, admitia a existência do imaterial e defendeu a ideia de que seria esse imaterial que teria um grande efeito no ser humano que, por sua vez, também não seria limitado à matéria. O imaterial do medicamento homeopático agiria, então, pela lei dos semelhantes para induzir no paciente um estado dinâmico de funcionamento chamado de saúde. Portanto, sem a consideração da possibilidade de existência do espiritual no ser humano, a ideia de Hahnemann não pode chegar a fazer pleno sentido, pois o medicamento homeopático conta com esse cenário como pressuposto. 
Ora, como, então, do ponto de vista do mecanicismo concreto provar o funcionamento da homeopatia? Poderia o materialista convicto pedir provas da existência do imaterial com a metodologia que, por princípio, o exclui? É por essa impossibilidade que surgem os fantásticos prêmios de um milhão de dólares. É interessante verificar que os argumentos dos céticos de renomadas universidades fazem muito eco com a incredulidade de fundamentalistas religiosos diante de experiências espirituais. Para esses arrogantes donos da verdade, o espiritual, se um dia puder se comprovar sua existência, pertenceria a outro departamento, bem de acordo com o modelo separatista de Descartes. 
A Teoria do Caos, por outro lado, enfatiza que quanto mais os sistemas são abertos, mais susceptíveis ficam aos chamados “Efeitos Borboleta”, ou seja, à extrema sensibilidade a qualquer mínima interferência externa. É o caso de um sistema meteorológico, por exemplo. E é, igualmente, o caso do ser humano considerado pela homeopatia de Hahnemann. Para os mecanicistas, só a medicação alopática irá funcionar, já que essa é compatível com o seu modelo de ciência e de mundo. De outra forma, somente quando o ser humano se abre num processo contínuo de evolução da consciência, ele fica mais sensível, susceptível aos Efeitos Borboleta de qualquer tipo, afirmam os cientistas que trabalham com caos em psicologia transpessoal e saúde sistêmica. Nessa região de ação é que as técnicas sutis da medicina funcionam e o paciente fica mais vulnerável às dosagens mínimas de medicamentos dinamizados, mais flexível e mais criativo. É aí que fica mais fácil mudar padrões de alimentação, comportamento, relacionamento e outros que podem estar na origem dos desarranjos da saúde. Não se prega, contudo, a extinção da alopatia nessa nova visão, da mesma forma como não se pode pensar na abolição da física clássica. Porém, nessa abordagem mais ampla e transdisciplinar do ser humano, a alopatia deveria ser utilizada apenas em casos emergenciais, quando o sistema complexo pode ser reduzido. A sociedade, no entanto, age inconscientemente conforme o modelo no qual foi ensinada e formatada, e esse foi e ainda é predominantemente mecanicista. 
Se mantiverem sua consciência expandida, os adeptos da homeopatia não deveriam gastar energia em provar sua eficácia com um teste final, mesmo porque da maneira que querem alguns alopatas, esse teste definitivo não existe. Deveriam, sim, manter o seu sistema de conhecimento sempre aberto, pois como dizem os especialistas em caos, só esse sistema aberto é que, criativo e auto-organizado, pode prover as pistas necessárias para a verdadeira evolução do ser humano. 

Ivan Amaral Guerrini
Físico, Professor Titular
Departamento de Física e Biofísica – IB UNESP – Botucatu – SP
e-mail: guerrini@ibb.unesp.br

Sobre repelentes de mosquitos

1. Evitando os mosquitos (1)

a. Proteção mecânica: utilize roupas com as mangas longas e calças compridas. As roupas finas não impedem as picadas, preferir tecidos de trama mais fechada e mais grossos. Evite roupas escuras (atraem mais insetos) e as roupas que ficam muito coladas ao corpo pois elas permitem a picada. O uso de perfumes pode atrair alguns insetos e deve ser evitado nas crianças. Algumas roupas já vêm tratadas com substâncias repelentes (geralmente artigos esportivos como camisas para camping e pesca).

b. Nos períodos do nascer e do pôr do sol as janelas devem ficar fechadas, o que reduz a entrada de muitos mosquitos. Os mosquitos como o Aedes atacam mais durante as primeiras horas da manhã e no final da tarde, mas podem picar à noite se houver suficiente luz artificial. São encontrados em locais abertos e possuem predileção pelo tornozelo, então a criança deve ser protegida quando está brincando fora de casa, com roupas que cubram esta parte do corpo (2). O uso do ar condicionado ajuda a manter os mosquitos afastados.

c. Existem produtos que podem ser utilizados nas roupas como a permetrina 0,5% em spray (para ser aplicada APENAS nas roupas e telas de janelas e NÃO diretamente sobre a pele).

d. Instalação de telas e mosquiteiros. Eles podem ser tratados com a permetrina em spray ou alguns já estão disponíveis com a substância com ação repelente.

e. A dedetização por empresa especializada reduz a quantidade de mosquitos na casa, mas deve-se seguir todas as orientações de tempo de afastamento da casa e limpeza após a sua realização.

f. Os repelentes elétricos (com liberação de inseticidas) são úteis e diminuem a entrada dos mosquitos quando colocados próximos das janelas e portas. Deve-se tomar cuidado com os repelentes líquidos que podem ser retirados da tomada pela criança e acidentalmente ingeridos.

g. Aparelhos ultrassônicos ou que emitem luzes não possuem eficácia comprovada. h. Realizar a limpeza do terreno da casa e, se possível, de terrenos, praças ou casas próximas, além da retirada de lixo e entulhos que possam acumular água parada que servem como local de criação de novos mosquitos.

2. Uso de repelentes: os repelentes tópicos podem ser usados para passeios em locais com maior número de insetos como praias, fazendas e chácaras, não devendo ser utilizado durante o sono ou por períodos prolongados. Na tabela 1 (3), constam alguns dos repelentes existentes no Brasil e suas respectivas concentrações da substância ativa. Eles atuam formando uma camada de vapor com odor que afasta os insetos. Sua eficácia pode ser alterada pela concentração da substância ativa, por substâncias exaladas pela própria pele, fragrâncias florais, umidade, gênero (menor eficácia em mulheres), de modo que um repelente não protege de maneira igual a todas as pessoas.

a. Abaixo de 6 meses – não há estudos nessa faixa etária sobre segurança dos repelentes e extrapola-se o uso dos recomendados para bebês acima de 6 meses em caso de exposição inevitável e com orientação médica.

b. Acima dos 6 meses – IR3535 – protege por cerca de 4 horas. É usado na Europa há vários anos e, em concentrações de 20% é eficaz, mas os estudos diferem quanto ao período de ação contra o Aedes aegypti que parece ser muito curto.

c. Acima de 2 anos – os que contém DEET são os mais utilizados. Quanto maior a concentração da substância, mais longa é a duração do seu efeito, com um platô entre 30 e 50%. Uma formulação com cerca de 5% de DEET confere proteção por aproximadamente 90 minutos, com 7% de DEET a proteção dura quase 2 horas e com 20% de DEET a proteção é de 5 horas. A concentração máxima para uso em crianças varia de país para país: nos EUA a Academia Americana de Pediatria recomenda concentrações de até 30% para crianças acima de 2 anos. A Sociedade Canadense de Pediatria preconiza repelentes com até 10% de DEET para crianças de 6 meses a 12 anos e autores franceses, concentrações de até 30% para crianças entre 30 meses e 12 anos. Há consenso quanto a se evitar a aplicação em crianças menores de 6 meses. A maioria dos repelentes disponíveis no Brasil possuem menos de 10% de DEET. A restrição da concentração de DEET a 15% ou menor baseada na toxicidade em animais pode resultar em doses insuficientes para a prevenção de doenças potencialmente graves (4) como a Dengue e a Zika a. Assim, o risco da toxicidade deve ser devidamente pesado em relação ao risco da doença. A associação de baixas concentrações de DEET com outros inseticidas está em estudo e parece ser promissora para evitar a resistência aos repelentes atualmente disponíveis. (5)

d. Icaridina – em concentrações de 10% confere proteção por 3 a 5 horas e a 20%, de 8 a 10 horas. Deriva da pimenta e permite aplicações mais espaçadas que o DEET, com eficácia comparável. Parece ser mais potente contra o Aedes Aegypti do que o DEET e o IR3535 e está liberado para uso acima de 2 anos.

e. Óleos naturais: são os mais antigos repelentes conhecidos e parecem ter eficácia razoável. Porém, por serem altamente voláteis (evaporam rápido), protegem por pouco tempo. Um estudo mostrou que o óleo de soja a 2% conferiu proteção contra o Aedes por quase 1 hora e meia. O óleo de citronela por evaporar muito rápido, fornece proteção muito curta. Óleo de andiroba puro mostrou ser muito menos efetivo que o DEET. Óleo de capim-limão teve seu princípio ativo isolado (PMD) e em concentração de 30% é comparável ao DEET a 20%, sendo o mais efetivo dos óleos naturais.

f. Esses produtos podem causar reações alérgicas locais e sistêmicas e devem ser usados com cautela e, preferencialmente, com a orientação do Pediatra.

g. Atenção ao utilizar pulseiras de citronela, pois além da baixa eficácia(6) já foram relatados casos de alergia no local do contato com a pele.

3. Orientação quanto à aplicação dos repelentes:

a. NUNCA aplicar na mão da criança para que ela mesma espalhe no corpo. Elas podem esfregar os olhos ou mesmo colocar a mão na boca.

b. Aplicar a quantidade e intervalo recomendados pelo fabricante, lembrando que a maioria dos repelentes atuam até 4cm do local da aplicação.

c. NÃO aplicar próximo da boca, nariz, olhos ou sobre machucados na pele e seguir as orientações do fabricante guardando a bula ou embalagem para posterior consulta, em caso de ingestão ou efeitos adversos.

d. Assim que não for mais necessário o repelente deve ser retirado com um banho com água e sabonete.

e. NÃO permitir que a criança durma com o repelente aplicado. Apesar de seguro se usado corretamente o repelente é uma substância química e pode causar reações alérgicas ou intoxicações na criança quando utilizado em excesso.

f. Em locais muito quentes (temperaturas maiores que 30 graus) ou em crianças que suam muito, os fabricantes recomendam reaplicações mais frequentes.

g. Repelentes com hidratantes ou protetores solares devem ser evitados, pois essas associações não são recomendadas em crianças. Os repelentes reagem com os protetores solares e acabam por reduzir o efeito do protetor quando aplicados juntos. Pode-se aplicar o protetor solar e após 20 a 40 minutos realizar a aplicação do repelente escolhido.

h. A apresentação em loção cremosa é mais segura do que a apresentação em spray e deve ser preferida nas crianças.

tabela

1. Markus JR. Prurigo estrófulo – reação de hipersensibilidade induzida por picada de insetos. Pronap. 2014;17(2):71-82.

  1. Arya SC, Agarwal N. Advice to travelers on topical insect repellent use against dengue mosquitoes in far North Queensland, Australia. J Travel Med. 2011 Nov-Dec;18(6):434; author reply

  2. Stefani GPP, A.C.; Castro, A.P.B.M.; Fomin, A.B.F.; Jacob, C.M.A. Insect repellents: recommendations for use in children. Rev Paul Pediatr. 2009;27(1):81-9.

  3. Chen-Hussey V, Behrens R, Logan JG. Assessment of methods used to determine the safety of the topical insect repellent N,N-diethyl-m-toluamide (DEET). Parasit Vectors. 2014;7:173.

  4. Abd-Ella A, Stankiewicz M, Mikulska K, Nowak W, Pennetier C, Goulu M, et al. The Repellent DEET Potentiates Carbamate Effects via Insect Muscarinic Receptor Interactions: An Alternative Strategy to Control Insect Vector-Borne Diseases. PLoS One. 2015;10(5):e0126406.

6. Webb CE, Russell RC. Advice to travelers on topical insect repellent use against dengue mosquitoes in Far North Queensland, Australia. J Travel Med. 2011 Jul-Aug;18(4):282-3.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria.

Zika, o que você pode fazer?

 

zika1

 

 

Recentemente o noticiário foi inundado de notícias sobre uma nova doença, a zika.

A zika é causada por um vírus, que é transmitido principalmente pelos mosquitos Aedes aegypti, aqueles que já sabíamos que transmitem o vírus da dengue.

O vírus também pode ser encontrado no sêmen, leite materno e sangue, mas não há certeza se a transmissão da doença pode ser feita por essas vias. Seus sintomas também são parecidos com os da dengue, com dor no corpo, principalmente nas “juntas” e músculos, exantema (“pintinhas vermelhas”) espalhadas pelo corpo, febre, olhos vermelhos e dor de cabeça.

É uma doença autolimitada, ou seja, resolve-se sozinha, e o seu tratamento é de suporte, com medicação para a dor e a febre.

O diagnóstico da zika é somente pelo exame clínico, porque os testes laboratoriais específicos ainda não estão disponíveis no Brasil.

Tudo muito parecido com a dengue, exceto por um detalhe: algumas mulheres grávidas que tiveram a doença deram à luz bebês com microcefalia, uma malformação em que a cabeça tem um tamanho menor do que o esperado, e que pode causar incapacidades permanentes nas crianças, que necessitarão de acompanhamento especial para toda a vida. É inédita essa relação da zika com a microcefalia e estão sendo realizados mais estudos para comprová-la.

Geralmente essas crianças com microcefalia apresentam grande dificuldade para aprender, para andar, para falar, e podem ter crises convulsivas.  Outra malformação já encontrada em bebês nascidos de mães que tiveram a zika durante a gravidez foi a presença de calcificações no cérebro, mesmo com tamanho normal da cabeça. Essas calcificações poderão trazer também dificuldades nas funções cerebrais.

Em adultos que foram acometidos dessa doença, houve um aumento nos casos da síndrome de Guillain-Barré, que pode causar paralisias.

As autoridades de saúde estão acompanhando esses casos e buscando formas mais eficazes de evitar a doença e suas consequências.  O fato é que, a prevenção hoje é somente baseada na eliminação do mosquito.

Repelentes devem ser usados, lembrando que esse mosquito tem hábitos diurnos, ou seja, geralmente ele pica à tarde, horário em que devemos estar mais atentos.

Além de passar na pele, é importante passar spray sobre a roupa também, já que o mosquito pode passar por baixo da roupa ou picar através do tecido.

Se usar filtro solar, maquiagem ou hidratante passe o repelente por cima.

Contudo, o que temos feito para evitar os focos desse mosquito? Como estamos eliminando nosso lixo? As piscinas têm sido devidamente tratadas para evitar os focos de mosquitos? As plantas têm sido cuidadas de forma que não fiquem com água parada?

Estamos numa guerra e cada um está convocado a lutar, para evitar que sejamos derrotados por um mosquito.

Atenciosamente,

Marcelo Guerra

Médico de Família

CASSI – Unidade Santa Catarina

 

Referências

·         http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/zika

·         http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/12/1715367-outros-tipos-de-danos-do-virus-zika-estao-sob-investigacao.shtml

·         http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,humanizacao-do-zika-facilitou-infeccoes,10000003831

A microcefalia é condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. Altera o desenvolvimento e encurta o tempo de vida da criança. Boletim epidemiológico com dados reunidos até 16/11 aponta a ocorrência de 399 casos em 2015, em sete estados. O zika é da mesma família do vírus da dengue, porém menos agressivo, e foi identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. “Tivemos uma circulação importante do vírus no Brasil no primeiro semestre, coisa que aconteceu pela primeira vez na nossa história”, acrescentou Maierovitch. Ele disse que a relação entre o zika vírus e a microcefalia é “inédita no mundo” e não consta na literatura científica. “Nossos cientistas devem nos ajudar a provar essa causa e efeito”, declarou.

Primeiro estado a identificar o aumento nos casos de microcefalia, Pernambuco tem o maior número de ocorrências — 268 bebês diagnosticados até o fechamento dessa edição. Também foram registrados 44 casos em Sergipe, 39 no Rio Grande do Norte, 21 na Paraíba, 10 no Piauí, 9 no Ceará e 8 na Bahia. O ministério informou ainda, (17/11), que não recebera, até aquele momento, dados de outras unidades da federação que apontassem uma escalada de microcefalia em recém-nascidos, embora outros estados também tenham registrado casos de zika vírus. Em 18/11, a pasta enviou orientações a todas as secretarias estaduais de saúde sobre o processo de notificação, vigilância e assistência às gestantes. Houve orientação, depois cancelada, de eviar-se a gravidez

 

http://www6.ensp.fiocruz.br/radis/revista-radis/159/sumula/emergencia-por-causa-da-microcefalia